BIG ONE – Uma estréia em alto estilo Imprimir

Sem pretender causar o mesmo clima de pânico que antecede à chegada do “grande BIG ONE” - lendário terremoto californiano, previsto para acontecer nos próximos 30 anos -, nosso Catamarã de 24 pés de igual nome fez sua estréia com estilo, atendendo perfeitamente às necessidades de navegação, segurança e conforto que todo pescador merece. O fato de ter casco duplo aumenta muito a área útil a bordo. 

Saímos da Barra da Lagoa rumo ao mar aberto por volta de 06h30min., tendo por motivação a notícia de bons Dourados-do-mar, água esquentando e previsão favorável à pesca.  Só isto já seria um bom motivo para madrugar.

 

Porém, o rumo Sul mostrava-se mais nublado à medida que avançávamos mar adentro e é consenso de que um dia ensolarado é mais produtivo para os pelágicos de verão. Até um chuvisco ensaiou, porém sem muita convicção. 

 

Chegando à linha dos 68 metros, instalamos os Out Riggers e quatro Carretilhas Shimano, para iniciar a pescaria propriamente dita. O pouco que se via da água já a mostrava num tom muito bonito, propício à captura de bons peixes.

 

De olho no Termômetro, o Capt. Juliano sugeriu uma guinada à esquerda para “fugir” da água mais fria do Sul, pois o que os Peixes-de-Bico e os Dourados gostam é de água quente. O Sonar marcava muita vida na linha dos 50 metros de profundidade, sinal de que ali se instalara uma termo-climal, zona onde a temperatura agrada aos peixes. Já na superfície, nada de interessante.

 

A estratégia começou a se mostrar válida quando um pequeno Marlin Branco meteu a cara numa das Carretilhas, acabando com aquela tradicional sonolência que alguns teimavam em curtir. Foi um rápido momento de euforia, culminando com a fuga do intruso.

 

Depois, dois Douradinhos bateram simultaneamente, mas também se escafederam.

 

Pouco adiante, já nos 86 metros de profundidade, um belo Dourado-do-Mar fez cantar a Carretilha do Rui, que teve paciência e competência para completar a captura. Feitas as fotos e dados os merecidos cumprimentos, seguimos viagem, cada vez mais animados e mais iluminados pelo forte Sol que ao Norte brilhava, enquanto tênue Arco-Íris nos saudava ao longe, da “boca da Barra”. Tudo isto prometia “um dia do Peru”. 

 

Naquela altura dos acontecimentos, com pouca vida aparente e muito peixe no Sonar, nossa busca passou a ser por Arrieiros (enormes manchas flutuantes de resíduos – geralmente algas, mas também destroços de naufrágios), habitat natural de Dourados e de Prejerebas.

 

Logo, várias estruturas dessas apareceram no horizonte, mas nenhuma com boa consistência.

 

Enquanto isto, nos deliciávamos com muitos outros atrativos do Mar: uma gigantesca Tartaruga, com seu casco marrom, nadava a poucos metros de nossa Lancha; um transatlântico, atopetado de Containeres, preparava a manobra rumo ao Porto de Itajaí; várias Raias-Pintadas (Chita) se projetavam uns dois metros acima da linha dágua para cumprir sua missão de perpetuar a espécie, pois esta é a forma de expelirem suas crias; e um Peixe-Lua de uns 50 kg. praticava seu nado errático.        

 

Lá pelas 11 horas, diante daquela água “roxa” e já beirando os 100 metros de profundidade, o Sonar sinalizava Temperatura acima dos 24 graus, o que só aumentava a expectativa dos pescadores.

 

A espera valeu à pena, porque localizamos um Arrieiro mais denso que iniciava com um tronco – que “escondia” dezenas de alevinos de Prejereba - e esse se estendia por mais de meia milha.   

 

Ao redor dele, alguns Atuns davam o show saltando sobre cardumes de Lulas e de pequenos peixes. Foi nossa vez de descontar o atraso. Muitas ações e também muitas perdas porque os atunídeos têm a boca mais mole, exigindo maior perícia na “negociação”. Nesta etapa, o Zago mostrou muita experiência e conseguiu emplacar bons exemplares. Assim, deu para cada pescador assegurar seu almoço do Sábado.

 

Na volta, já próximo ao Farol da Barra da Lagoa, mais um espetáculo da natureza: um Boto atacando um cardume de peixinhos.   

 

Assim encerramos a jornada inaugural do BIG ONE com a certeza que, daqui para frente, cada dia será melhor do que o outro. E a Temporada 2008/2009 se estenderá até meados de Abril, quando a água quente começará a ceder espaço para a Corrente das Malvinas.    

 

Tripulação: Capt. Juliano de Mello e Guia Fred Curi.

Pescadores: Rui, Zago e Adão.

 

Fotos: no site www.paiheroipescaesportiva.com, em PORTFOLIO.

O barco: catamarã THOP CAT DE 24 pés, adequado à pesca esportiva, completo (salvatagem, extintor, Rádio VHF, GPS, toldo escamoteável, banheiro, porta-varas, equipamento completo de pesca, sonar, caixa de peixes, caixa térmica para lanches, gelo, iscas naturais e artificiais). Ideal para pesca de corrico em águas oceânicas (trolling), arremesso (casting), fundeio e pesca vertical (jumping jigs).