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RELATO PESCA EM BARCELOS 2020 Imprimir E-mail

A PESCA EM BARCELOS, EM TEMPOS DE PANDEMIA

Foi com certa apreensão que decidimos manter a única pescaria deste ano no calendário. E não sem razão, porque já havíamos avaliado, diferido e transferido as demais para 2021, pois a tal pandemia parecia coisa de 30 dias. E deu no que deu!

Porém, nossos contatos nos mantinham bem informados sobre as condições sanitárias em Barcelos, do rígido controle das autoridades locais e acrescidas de providências do empresário que nos acolheria pela 14ª vez.

 

 

Neste particular, ele instalou, de maneira pioneira, os aparelhos STER BOX, que eliminam até 99,9% dos fungos, vírus e bactérias que estejam naquele ambiente (vejam no site www.sterbox.com.br). Assim, cozinha, refeitório e cada alojamento recebeu seu kit higienizador.  E seu pessoal de bordo realiza seus testes anti COVID regularmente.

Feita essa salutar ressalva, vamos à nossa pescaria. Grupo de apenas 11 pescadores, todos de SC e alguns, já fiéis àquele programa amazônico. Mas tinha novato na parada.

A preparação fugiu à regra de fazer alguns encontros preparatórios, justamente pela quarentena imposta pela COVID. Fizemos um grupo WhatsApp para trocar impressões e atender indagações, para depois concluir com uma live, que a maioria conseguiu acompanhar e se apresentar.

Todos ansiosos para estrear sua tralha de pesca, partimos no dia 21 para Manaus, onde pernoitamos num hotel, incluso no pacote. Na manha seguinte retornamos com o mesmo transfer ao Aeroporto Internacional para decolar numa aeronave Brasília, produzida por nossa valorosa EMBRAER. Também incluso, o voo sobre o rio Negro até Barcelos foi rápido, embora não permitisse muitas fotos devido à nebulosidade predominante no trajeto.

A navegação a bordo da Lancha Julyana iniciou logo após o embarque, com atenção inicial às acomodações das malas nos alojamentos e em seguida, começar a montar o material de pesca, sempre em dupla para “entrar no clima” com maior naturalidade.

Após o bom almoço, uma pestana para fugir do calorão, mas com o timer ajustado para embarcar nas lanchinhas às 14:30 hs e começar propriamente a pescaria.

Primeira percepção: a água estava um pouco acima do desejável, mercê das chuvas que começam a pipocar nas nascentes de alguns rios tributários. E neste ano potencializadas pela atuação do fenômeno La Niña.

Segunda percepção: o peixe está mais arredio, pela mudança na química de seu habitat (água nova, turbidez, nova temperatura e Ph novo).

Terceira percepção: nosso GPS mostrava quedas significativas na Pressão Barométrica, em função da aproximação de cavados (centros de baixa pressão).

No frigir dos ovos, sentimos que teríamos muito trabalho pela frente, mesmo com o risco de obter resultados abaixo do desejável.

Aliviou esse estresse o fato de que os peixes de couro – principalmente Piraíba e Pirarara – serem menos sensíveis a esses perrengues naturais. Quem optou pela busca desses brutos, teve maior sorte.

Como já descrito detalhadamente em duas edições históricas (a viagem pioneira e a segunda), o lugar é fantástico para ambas as formas de pescar, seja leve (em busca do Tucunaré), seja a barra pesada (com possibilidade de captura de peixes com dezenas de quilos de peso). Lá, tem para todos os gostos.

Nesse ritmo, em três dias subimos mais de 200 km de Barcelos, sempre apoitando a nave-mãe em algum lugar estratégico, para que as duplas não precisassem perder tempo navegando sem pescar.

A cada retorno ao Barco-hotel, um bate-papo ao redor de um prato de petiscos e de bebidas animava a conversa dos pescadores. Uns, contando “vantagem” de alguma captura mais significativa. Outros, lamentando uma perda “do maior”, por ruptura de linha nas inúmeras pauleiras que formam o habitat dos peixes.

No quarto dia, iniciamos o caminho de volta, na mesma batida. Uns voltavam ao local onde tiveram maior sucesso na subida e outros, mais apegados à novidade, continuaram sua pesquisa pessoal em outras paragens. E, notem: são milhares de opções, entre barrancos, pauleiras, lagoas, praias e corixos.

No final da viagem, muita história pessoal e aquele lamento de que poderia ter sido melhor, se não fosse um ano atípico. Eis os links que nos remetem a dois relatos realmente esclarecedores:

2012 – A estreia em Barcelos http://www.floripesca.tur.br/index.php?option=com_content&view=article&id=367:a-pesca-em-barcelos-novembro-2012&catid=40:relatos-de-pescarias&Itemid=65

2013 – A volta a Barcelos

http://www.floripesca.tur.br/index.php?option=com_content&view=article&id=455:a-volta-a-barcelos&catid=40:relatos-de-pescarias&Itemid=65

Para não esquecer: com uma cozinha generosa e uma equipe de bordo bem afinada, foi fácil pegar um peso extra.

No ano que vem, tem mais.