Home Ecologia PROJETO RESERVA BIOLÓGICA MARINHA DO ARVOREDO

Pesquise no site


Designed by:
PROJETO RESERVA BIOLÓGICA MARINHA DO ARVOREDO Imprimir E-mail

http://br.geocities.com/prodiver_one/arvoredo.htm
O arquipélago do Arvoredo é um dos grandes patrimônios naturais e arqueológicos do litoral catarinense e brasileiro. Ele está situada a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo,  criada em 12 de março de 1990 através  do Decreto Federal  n. 99.142, e é formada pelas Ilhas do Arvoredo, da Galé, Deserta e ainda o

Calhau de São Pedro (Formações Rochosas), possuindo um total de 17.800 hectares, sendo que seu maior objetivo foi o de preservar uma das mais representativas áreas naturais costeiras do sul do Brasil.

A ilha do Arvoredo com sua notável beleza que se estende por 270 hectares de um terreno acidentado que chega a alcançar 300 metros acima do nível do mar é a maior ilha da reserva e é cercada por costões formados por rochas graníticas, de origem semelhante às que constituem a serra do mar.

Como seu nome indica, a ilha é coberta por mata densa e bem conservada (floresta ombrófila densa), dominada pela presença do coqueiro Arecastrunfronianzoffânum, que empresta à ilha um ar de paraíso tropical.

A mata fornece abrigo e alimento a pequenos mamíferos típicos do continente, como gambás, morcegos e roedores, e aves como o gavião chimango, Mivalgo Chinlango ou o Sabiá de coleira, que assim, podem sobreviver na ilha coexistindo com espécies marinhas junto aos costões rochosos. Em muitos trechos podem encontrar-se verdadeiras florestas seculares com abundância de excelentes madeiras de lei.

A ilha Deserta, a cerca de três quilômetros da do Arvoredo, é a menor ilha da Reserva. Parece um pequeno platô e termina bruscamente num penhasco fustigado com freqüência pelas ondas do mar.

Ao contrário do que seu nome sugere, a ilha é rica em vida, o que se nota à distância pelo grande número de aves marinhas que a sobrevoam. Seu solo é atapetado por uma espessa pradaria de gramineas, cujos ramos são utilizados pelos trinta-réis e pelo gaivotão para a construção de seus ninhos.

A ilha merece especial atenção por ser considerada um dos únicos sítios de reprodução do trinta-réis de bico amarelo da costa brasileira.

A Ilha da Galé, situada no limite norte da reserva, é bem menor que a do Arvoredo e, como as outras duas, não tem praias.

O nome foi inspirado em sua forma, já que vista do mar, seu contorno descreve o casco de uma embarcação antiga. Em seu solo rochoso nasce uma vegetação arbustiva e cerrada, sobre a qual as fragatas constróem seus ninhos, fazendo da ilha um de seus mais importantes locais de acasalamento da costa brasileira.

Sobre os recifes que cercam a ilha crescem colônias de corais a uma profundidade de aproximadamente 12 metros, o que aumenta ainda mais a importância da conservação da área.

A reserva constitui-se num importante sitio arqueológico, histórico e ecológico. Sambaquis e itacoatiaras (Inscrições Rupestres) com desenhos e figuras humanas e até antigos sepultamentos são vestígios da ocupação humana de 2000 a 4000 anos atrás.

No lado oeste da ilha do Arvoredo, na ponta do letreiro, foram entalhadas sobre a rocha do costão intrigantes inscrições rupestres. Estas Itacoatiaras, geralmente, são compostas por desenhos geométricos, que formam linhas onduladas ou em ziguezague ou, ainda, por formas estilizadas de seres humanos e animais. Já no lado norte, sua presença permaneceu na paisagem através de um sambaqui, onde foram encontradas além de conchas, restos de peixes e pequenos mamíferos, machadinhas de pedra lascada e restos de sepultamento humano.

As águas da reserva também guardam a história de naufrágios, como o ocorrido em 1958 com o cargueiro Lili na ilha da Galé.

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo está situada numa faixa de transição entre os climas tropical e subtropical, e numa região de grande biodiversidade marinha, devido a influência de duas correntes oceânicas: a corrente do Brasil, com águas quentes vindas do norte, e a corrente das Malvinas, com águas frias vindas do pólo sul. Tais características permitem abrigar ao longo do ano espécies típicas de ambos os climas ou massas d’água, resultando numa imensa biodiversidade marinha e terrestre.

Assim, criaturas como o atobá e os corais encontram nessas águas seu limite de distribuição. Outras como a baleia franca ou a tartaruga verde, utilizam as ilhas como refúgio temporário durante seu período de migração.

É considerada também um pólo de criação e dispersão de espécies de interesse econômico tais como: peixes (Garoupa e Sardinha), moluscos (Lula e Vieira), crustáceos (lagosta) entre outros.

A conservação da flora e da fauna da região é importante para a manutenção da biodiversidade do litoral catarinense com implicações sociais e econômica diretas para toda a região adjacente à reserva.

A área de entorno da reserva é constituída por grandes centros de turismo além de Bombinhas (Florianópolis, Governador Celso Ramos, Porto Belo e Itapema).

É a partir destas áreas que ocorrem os maiores conflitos na reserva, resultantes das atividades de pesca e turismo desordenado, importantes atividades econômicas destes municípios.

É fundamental que todos respeitem e ajudem a preservar este verdadeiro patrimônio da humanidade, cumprindo as leis que garantam a sua conservação para as gerações presente e futuras.

Fonte: site Pro Diver - Reserva Biológica Marinha do Arvoredo