Home Relatos de Pescarias RELATO CÁCERES A PORTO JOFRE EM JULHO 2013

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RELATO CÁCERES A PORTO JOFRE EM JULHO 2013 Imprimir E-mail

Como nas outras ocasiões, esta viagem foi antecedida de criterioso planejamento e de muita ansiedade – pois o dia da pescaria “não chegava nunca”, principalmente para os novatos, que só tinham visto a saga de 2010 naquele CD editado a partir de fotos.

Mesmo assim, corríamos o risco de sermos reféns de alguma virada no clima, de inesperada surpresa ou mesmo de eventual problema pessoal de saúde.

Entretanto, tudo correu conforme o esperado e finalmente chegou a hora da viagem, com um grupo maior indo pela TAM e outro, pela GOL. No Aeroporto de Várzea Grande (MT), embarcamos no ônibus e seguimos para o transfer até o Porto de Cáceres, aonde chegamos pelas 19 horas, para imediata ocupação de nossos alojamentos e apresentação geral dos viajantes e do pessoal de bordo do Barco Hotel IEIÉ.

Pelas 20 horas já estávamos navegando, enquanto o jantar era servido.

Quando acordamos, tomamos o desjejum e partimos para a luta atrás dos peixes na região do rio Jauru, até o meio-dia, quando todos retornaram a bordo do IEIÉ para o almoço.  A seguir, muitos aproveitaram para “una siesta”, embalada pelo reconfortante ar condicionado, já que forte calor se fazia presente.  Outros revisavam seu equipamento ou assistiam ao noticiário pela TV.

À tarde, saímos em direção aos pesqueiros do Tucum e do Barranco Vermelho, onde o IEIÉ nos alcançaria para seguirmos nele durante a navegação noturna, que encerrou pelas 22 horas, numa das mais lindas noites pantaneiras: rio calmo, passarada tomando o rumo dos ninhais, temperatura amena, sem vento, com a Lua quase em seu Quarto Crescente...

No segundo dia seguimos para a região da Fazenda Descalvado – lugar histórico que teve papel importante na época da Segunda Guerra Mundial, pois engarrafava e enviava carne de charque para os soldados que estavam na Itália. Atualmente, por incapacidade do poder público de revitalizar aquele patrimônio arquitetônico, está sendo explorado como Resort Ecológico pela iniciativa privada.

Ao meio-dia iniciamos a travessia da Estação Ecológica do Taiamã, com 63 km. de navegação, sempre ladeada por enorme planície alagada que compõe os 11.200 hectares daquela Reserva, formada pelas ilhas de Taiamã e Sararé, circundadas pelo rio Bracinho e irrigadas por dezenas de outros afluentes do Paraguai. É um berçário de peixes, de aves e de felinos, inclusive da Onça Pintada.

Finalzinho da tarde (e lá escurece às 17:30 hs nesta época, com fuso horário de uma hora mais tarde), chegamos ao Aterradinho, para onde surpreendentemente a VIVO consegue enviar sinal telefônico de Poconé, a menos de 90 km em linha reta. Hora de dar um alô para casa, já que os próximos dias de navegação seriam de “sombra” nos serviços telefônicos.

Pescamos um dia e meio naquela região, seguindo depois para outro bioma, composto de lagos e de pequenos rios, sem a coloração barrenta dos rios pantaneiros.

Como estratégia de segurança, as lanchas seguiam à frente do IEIÉ e o aguardavam em algum ponto pré-definido, para  guardar o pescado, almoçar ou pernoitar. Assim passamos a Baia do Pacu Gordo, o Baguari, a Baia do Cervo, o Carcará e o Corredeirão, até chegar à Boca da Anta, onde pequeno atolamento de aguapés teria que ser transpassado pelo poderoso motor do IEIÉ, já que a hidrovia estava completamente interrompida para pequenas embarcações.

Navegamos naquela noite praticamente acompanhando a fronteira Brasil-Bolívia, área de grandes alagados, criados a partir do degelo dos Andes.  São duas grandes baías - Baía Infinita e Baía do Burro - e três grandes Lagoas da região - Lagoa Mandioré, Lagoa Gaíva e a maior delas, a Lagoa Uberaba. Os índios Guatós – efetivamente os donos daquela imensa área – hoje estão confinados na Ilha Ínsua, na divisa Bolívia-Brasil. Leia mais no relato de 2010 em http://www.floripesca.tur.br/index.php?option=com_content&view=article&id=231:caceres-a-porto-jofre--uma-viagem-inesquecivel&catid=40:relatos-de-pescarias&Itemid=65.

Pernoitamos no canal da Bela Vista, para atravessar a Lagoa Gaíva no dia seguinte bem cedinho, rumo à Serra do Amolar, onde o CEPES-Acurizal tem bela sede à beira do rio Paraguai.

Nessa região, três importantes Reservas realizam seu papel de preservação das espécies e, para nós, sua travessia a bordo do IEIÉ foi o momento de relaxar, admirando a Natureza e registrando belas imagens, tudo regado a um bom papo, afinal, durante a intensiva pescaria nas lanchinhas só dava para filosofar com o Parceiro e com o Piloteiro.

Algumas horas após, estávamos deixando as águas claras do Rio Paraguai para navegar contra a correnteza de um rio pantaneiro bem típico: o São Lourenço, que na verdade é a continuação do rio Cuiabá. Passados os 21 km da Reserva do Caracará, liberamos a pesca.

Naquele penúltimo dia, navegaríamos até o km. 75. Pernoite restaurador, avançamos rio acima para alcançar Porto Jofre pela meia-tarde da Quinta. Antes disto, batemos todos os pesqueiros da região dos pequenos rios Negro e Negrinho, além de muitas curvas que tinham ligação com pequenas lagoas e canais, onde Cacharas, Pintados, Palmitos e Dourados deram grande animação ao pessoal.

Na maioria dos dias, pescamos com tempo bom e temperatura próxima dos 34 graus, à tarde. Para não dizer que escapamos incólumes da fortíssima frente fria que assolaria quase todo Brasil o na semana seguinte, pegamos uma forte queda de pressão barométrica na tarde do dia 18, com imediata repercussão na ponta da linha, pois os peixes ficaram simplesmente “de greve”.

A travessia da Rodovia Transpantaneira também foi seriamente prejudicada pelo chuvisco, que deixou a estrada virada num “sabão”, complicando a rodagem do Micro, que puxava o Reboque.

Apesar disto, nossa pescaria resultou em 606 capturas, entre 17 espécies de peixes, sendo que a maioria do grupo optou por trazer sua cota (um troféu + 5 kg. de pescado diverso). Também fizemos mais um teste com as poderosas Iscas POSEIDON, cujo relato irá em breve ao site daquela Empresa, quando retornar da próxima pescaria de meados de Agosto.

Porém, o mais importante foi que tivemos motivo e motivação para clicar mais de 1.500 fotos e ainda fazer pequenos clipes. Temos fotos de peixes, de jacarés, de capivaras, de cobras, de onça pintada, de plantas e de flores e, logicamente, dos pescadores fazendo sua performance atlética. Tudo a conferir brevemente num CD musicado.

Dupla de Pescadores/Piloteiro:

Echeli e Wanderley / Alberis

Hermes e Mauro / Aloísio

Mota e Marques / Adão

Hugo e Adilson / Paulo

Giovanni e Ivan / Ditinho

Rubens e Angelo / Bica

Marzarotto e Galletti / Hebert

Ely e Adão / Dêva

Equipe de Bordo:

Comandante Carlos

Mecânico Paulinho

Taifeiro Robson

Chef Cozinha Chiquinho

Ajudante Eliezer