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AMAZÔNIA no Barco-Hotel KALUA Imprimir E-mail

Quando recebemos convite para conhecer o esquema de pesca do Barco-Hotel KALUA, sediado em Manaus, logo nos veio à mente o “embaixador da Amazônia”, ou seja, o esportivo Tucunaré.

Mas a pesca no extremo norte do Brasil não se limita a este peixe. Tem gente que procura troféus de outras espécies, como a Piraíba (recorde 315 Kg.), o pesadão Jaú, a valente Pirarara, o acrobático Aruanã, o Apapá – conhecido como o Sardinhão da Amazônia – entre outros.

Enfim, tem peixe para todos os gostos e é isto que torna um grupo heterogêneo, por maior afinidade que tenham entre si seus integrantes.

E nossa missão é propiciar a todos a realização de seu sonho, razão pela qual topamos o desafio, embora só tivéssemos quatro vagas para Novembro de 2009.

Imediatamente ajustamos a tralha para enfrentar uma nova realidade, já que nosso equipamento estava adequado para a pesca pantaneira. 

As informações iniciais nos sinalizavam que 2009 estava  encerrando com a maior seca dos últimos tempos, em contraponto com a estupenda cheia do primeiro semestre. 

Como as distâncias na Amazônia são enormes, o ciclo das águas em cada micro-região determina a melhor época de pesca.

Assim, o KALUA opera com quatro Roteiros fixos a cada ano:

ROTEIRO 1 – Em plena cheia do Rio Negro, de Julho a Agosto, para quem gosta de grandes bagrões (peixes-de-couro) e os Tucunarés Pinima, com peso de 6 a 9 Kg, em média. Pesca na região do Rio Madeira, com o KALUA baseado em Nova Olinda do Norte, via transfer aéreo de Manaus (não incluso).     

ROTEIRO 2 – Na baixa do Rio Negro, de Setembro a Novembro, tendo por alvo o Tucunaré-Açu (o gigante da Amazônia), as Piraíbas na calha do Rio Negro e as Pirararas no Rio Branco. Vários afluentes desses rios são visitados, sempre dependendo do nível das águas. Base do KALUA em Novo Airão, a 180 km. e a 3 horas de Manaus por transfer rodoviário (incluso no pacote).

ROTEIRO 3De Dezembro a Março, na região de Barcelos (segundo maior município brasileiro em área – maior que Santa Catarina - e um dos maiores exportadores de peixes ornamentais do mundo, fica a 500 km. de Manaus pelo Rio e a 400 km. aéreo) e de Santa Izabel do Rio Negro (transfer aéreo, não incluso), buscando grandes Tucunas-Açu e peixes-de-couro. Faz divisa com Roraima, no Brasil e também com a Venezuela.

ROTEIRO 4De Abril a Junho, no início da cheia na região entre Novo Airão e Barcelos. Ideal para quem gosta de encarar os grandes bagrões. 

Voltemos à nossa pescaria, enquadrada no finalzinho do Roteiro 2. De cara, uma das empresas aéreas atrasou 4 horas e complicou a estratégia traçada pelo Ian e pelo Otávio, que operam com o KALUA.

A idéia inicial era pegar o Micro e sair antes das 14 horas, para embarcar no KALUA ao entardecer e seguir viagem pelo Rio Negro, rumo Oeste. Com a inesperada “mãozinha” da GOL, chegamos pelas 22 horas no Cais, em Novo Airão.

Ocupamos os apartamentos por dupla de pesca, conforme combinado: Luiz Darci e Firmino, Hermes e Adão. Os demais pescadores eram de Brasília, Goiânia e Minas Gerais e uma equipe do IBAMA estava aproveitando a viagem para visitar as Comunidades Ribeirinhas, acompanhados do Apresentador de TV GIOVANE PAPA e de seu cinegrafista do programa de pesca PESCAR E PRESERVAR, com veiculação no Centro-Oeste.    

Com esta diversidade de objetivos, navegamos juntos até o segundo dia, quando o Ian, a equipe do IBAMA e o Apresentador subiram pelo Rio Jauaperi, para seus contatos e pesquisas e, logicamente, pescar.

O esquema do KALUA é muito bem bolado, com um barco-de-apoio sempre o acompanhando com todos os suprimentos e combustível, além de acolher os Piloteiros à noite e de capturar as iscas naturais. 

A pesca começou no próprio Rio Negro, após o Arquipélago das Anavilhanas – 350 mil hectares, distribuídos entre 400 ilhas, constituindo assim o segundo maior conjunto de ilhas fluviais do mundo, só “perdendo” para o arquipélago que engloba a região de Barcelos, no Parque Nacional do Jaú, também no Estado do Amazonas.      

Devido à intensa seca, muitos igarapés não puderam ser devidamente explorados, nos limitando à calha do Rio Negro nos dois primeiros dias e a partir daí, à região da foz do Rio Branco (que desce quase 600 km por Roraima e desemboca no Rio Negro).

Pescamos onde foi possível e tivemos experiências bem emocionantes, muitas delas fotografadas e eternizadas numa edição de CD (basta mandar endereço, sem custo).  Pegamos cinco espécies de Tucunaré, duas de Traíra, Aruanã, Barbado, Palmito, Piranhas de várias espécies, Peixe-Agulha (pego com a mão, de tanto que tinha), Pirarara, ferramos Piraíbas (mas fugiram, acreditem!), Apapá e outros peixes.

Valeu a experiência e já estamos com outra agendada para o final de Agosto/início de Setembro, para iniciar o Roteiro 2, versão 2010. Já emitimos as passagens e restam poucas vagas para tornar o grupo 100% catarinense. Quem se habilita?

Para 2011, temos pré-reserva para oito jornadas, em todos os quatro Roteiros. As datas são meramente sugestivas, mas podem ser flexionadas para grupos e serão ofertadas também para pescadores “avulsos” de qualquer parte do Brasil.

Sugestão: quem tem grupo completo, contate comigo imediatamente para escolhermos data adequada aos interesses do grupo, independentemente de ser alguma das que divulgamos no Boletim Semanal de 13.05.2010. Normalmente, quem pesca bem numa data,  já marca a mesma data no ano seguinte, portanto, não vacilemos. Quem for “avulso”, faça pré-reserva sem compromisso numa daquelas datas, para evitar dispersão de interesses.